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Mitos,
verdades e mentiras
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pelo
Dr. Marcos A. Bizeto |
Este é um texto que tem
como objectivo trazer
respostas a algumas
perguntas que são
frequentemente feitas em
fóruns e discussões a
respeito da montagem e
manutenção de
discos
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Discos
em Aquários Plantados
Muita
gente deseja ter um
aquário tipo holandês,
ou estilo Takashi Amano
povoado com discos,
aliando a beleza das
plantas com a beleza deste
peixe, porém esta não é
uma combinação muito
indicada. Discos gostam de
viver em águas quentes
(~30° C) e a maioria das
plantas não se dão bem
nessas temperaturas. Para
se ter um aquário
densamente plantado é
necessário no mínimo de
uma iluminação forte
(0,5 a 1 W / L) aliada a
injecção de CO2,
factores estes, que mais
uma vez tornam essa
combinação incompatível.
Discos gostam de ambientes
calmos e pouco iluminados.
A injecção de CO2
pode baixar muito a
concentração de
oxigénio dissolvido,
principalmente no período
nocturno quando as plantas
passam a consumi-lo
também. Essas baixas no
oxigénio dissolvido podem
afectar os discos de
maneira irreversível,
além da possibilidade da
injecção de CO2
aumentar a dureza da água
(GH) dependendo do solo e
das rochas usadas na
decoração do aquário.
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Aquários
Comunitários de Discos e
ESCALARES
Esta
é uma mistura que gera
impasse entre vários
aquaristas. Alguns acham
que não se deve misturar
discos com escalares pois
estes carregam consigo
microrganismos que são
inofensivos a eles mas que
causam doenças como a
"tuberculose"
nos discos. Este é um
ponto ainda muito
controverso, eu e alguns
colegas já tivemos
aquários com discos e
escalares juntos por
vários anos sem nenhum
problema mas conheço
também pessoas que
fizeram esta mistura e com
o passar dos tempos
perderam seus discos sem
muita explicação. Este
é um ponto ainda que
requer algum estudo para
que informações mais
consistentes sejam obtidas.
O melhor que se tem a
fazer é criar os discos
em aquários sozinhos, no
máximo misturá-los a
peixes pequenos como
alguns tetras,cardinais
néon, rodostumos e
corydoras.
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Carvão
Activado e Discos
Carvão
activado por alguns
criadores de Discos é
tido como um causador de
doenças, principalmente a
do "buraco na cabeça".
Foi verificado que em
aquários onde o carvão
activo era usado a
incidência desta doença
era muito maior do que em
aquários sem carvão.
Segundo estes, o carvão
activado retira da água
elementos como minerais e
vitaminas essenciais à
dieta dos Discos, fazendo
com que eles ficassem mais
vulneráveis a doenças.
Novamente neste caso não
há por enquanto nenhuma
evidência científica que
relacione esta doença com
o carvão activado, mas
muitas pessoas estão
trabalhando para tentar
desvendar este mistério.
Durante os vários anos
que venho mantendo Discos
sempre utilizei o carvão
activado e nunca perdi um
animal com esta doença.
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Trocas
Parciais
Este
é um ponto muito
importante na manutenção
dos Discos em aquários,
pois todo o crescimento,
reprodução e longevidade
da espécie está
relacionada com ela. As
trocas parciais em
aquários de Discos devem
ser frequentes para que
seja possível garantir
sempre uma água livre de
nitratos, amónia,
nitritos, e hormônios
excretados pelos peixes.
Por exemplo, em aquários
para criação geralmente
não existe uma filtragem
biológica eficiente, e a
qualidade da água é
garantida através das
trocas que em algumas
criações chega a 100% do
volume do aquário
diariamente. O crescimento
dos Discos também está
relacionado com as trocas.
Com o passar do tempo
ocorre um grande acúmulo
de nitratos e também
hormônios na água e
estes compostos acabam
actuando como inibidores
de crescimento. A água
para as trocas parciais
deve ter as mesmas
característica
físico-químicas (pH,
temperatura, etc) da água
do aquário, além de ser
livre de cloro e metais
pesados, para que os
peixes não sofram um
choque com as trocas e
quanto maior a frequência
melhor.
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Osmose
Reversa e Troca Iónica
Para
se criar Discos não é
necessário o uso destes
recursos para se conseguir
uma água de boa qualidade,
a menos que a água
fornecida pela companhia
de saneamento seja muito
dura. Em São Paulo por
exemplo, a água é mole
devendo apenas ser tratada
anteriormente com
anticloro e ter o pH e a
temperatura ajustados.
Água mineral e
proveniente de poços
artesianos devem ser
evitadas pois na maioria
dos casos são duras e
contém muito fosfato
entre outras coisas. Se o
uso de aparelhos de
purificação for
realmente necessário, o
importante é recompor a
água com uma mistura de
sais (vendida em lojas de
aquário) antes de ser
usada. Como essa água é
extremamente pura, a falta
de sais dissolvidos faz
com que os peixes sofram
um choque osmótico.
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