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ENVENENAMENTO POR
AMÓNIA INFECÇÕES
BACTERIANAS EXTERNAS ICHTYO
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Não pretendo abordar de forma exaustiva o tema, mas apenas transmitir
algumas das minha experiências dentro deste assunto. Numa primeira
abordagem tomemos apenas o que se segue como uma ajuda para solucionar
aquilo que muitas vezes nos parece o fim de tudo.
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ENVENENAMENTO POR
AMÓNIA:(Aquários Novos)
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Os sintomas mais
correntes são a respiração ofegante e as branquias anormalmente vermelhas
ou mesmo sangrentas, ocorre em muitos casos o escurecimento geral
do peixe e dificuldade em nadar correctamente. O apetite do peixe é mínimo
ou simplesmente não se alimenta.
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Normalmente estes indícios são mais comuns em aquários novos ou em
filtros biológicos insuficientes para a quantidade de peixes ou para o tipo
de alimentação que é dada a estes. Não sendo a ultima referência o
caso, devem-se introduzir no aquário os peixes muito lentamente, até ao
momento em que a leitura da Amónia resulte negativa. Este facto deve
normalmente ocorrer entre a quarta e a quinta semana apartir do momento da
introdução dos primeiros animais. Nesta fase devemos evitar espécies
comercialmente caras, mas temos que ter sempre presente que o inicio do
ciclo biológico não se dá sem animais no aquário mesmo que tenhamos
adicionado bactérias com o fim de colonizar o filtro.
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A compra de testes para a leitura de Nitritos e Amónia nesta
fase é a atitude mais recomendada, pois a leitura destes parâmetros são
uma ajuda importante. Artigo
Relacionado
- E converter a Amónia com um produto
apropriado?
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No mercado, podemos encontrar vários produtos para o efeito, com uma acção
rápida mas de resultado questionável.
- Sabemos por experiência, que em
aquários recentemente montados, o pH é na maior parte das vezes alcalino.
De tal facto resulta que os compostos de Amónia
(NH4+) se encontram no nosso aquário sob a forma de Amoníaco (NH3),
altamente letal para os seres vivos do nosso aquário. Ora, convertendo a Amónia,
estamos apenas a aumentar a quantidade de Amoníaco, uma vez que
muitos dos produtos do mercado é isso mesmo que fazem. Mais correcto
será a anulação lenta da Amónia aumentando a quantidade de
bactérias Nitrificadoras, resultando isto num melhor equilíbrio para todo
o nosso pequeno sistema. Se paralelamente diminuir-mos os valores do pH,
teremos por certo seguido a melhor direcção.
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Com a anulação da Amónia num meio Alcalino acontece um sem
nunca acabar de problemas. Sou de opinião, que uma lenta redução do pH
para valores neutros ou menos e uma adição suplementar de bactérias
nitrificadoras resolvem melhor a nossa questão.
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INFECÇÕES
BACTERIANAS EXTERNAS
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São vários os sintomas de uma infecção bacteriana externa. Manchas
vermelhas ou alaranjadas, olhos salientes cor alterada, normalmente um tom
escuro sem brilho, são alguns dos muitos sinais de uma infecção
externa.
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Falsas infecções por fungos, quando observadas com muito rigor, são na
verdade desordens bacterianas causadas por uma bactéria de nome Columnaris.
Sintomas tais podem incluir pontos brancos em zonas bem defenidas do
corpo ou mesmo um filme cinzento em todo o corpo do peixe. Em Discus azuis
provenientes da Ásia, chegou mesmo a confundir-se este sintoma com a terrível
"praga" que leva na maior parte das vezes os peixes á morte muito
rapidamente. Um dos sintomas mais interessantes que pude observar nos Discus
foi uma tremenda falta de ar levando a que o animal procurasse a zona de
arejamento, sendo que o contrário é mais natural neste peixe.
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Dos vários tratamentos possíveis destacam-se os antibióticos, hoje fora
de uso devido aos efeitos secundários em todo o sistema de filtração. Os
banhos com água saturada de sal ou uma solução de Permanganato de
Potássio são os que menos danos causam ao filtro e é o método que mais
consenso reúne.
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Infecções Bacterianas Externas são de difícil diagnóstico, e não é
absolutamente rigoroso que tudo o que acima foi dito seja a totalidade dos
factos hoje conhecidos. A informação trocada entre aquarófilos
interessados pode resultar no aprofundamento deste tema tão complexo
e simples do ponto de vista do tratamento.
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ICHTYO
(ICHTYOPHTHIRIASIS)
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Com pequenos pontos brancos, que mais parecem grãos
de sal, concentrados numa primeira fase nas barbatanas e na fase seguinte em
todo o corpo, o Ichtyo nem sempre é fácil de tratar em definitivo. Com um
simples aumento de temperatura, (30ºC), e umas horas de cuidados os pontos
brancos desaparecem, mas é neste momento que o problema começa.
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Há vários produtos no mercado capazes de tratar este problema ,
infelizmente tão corrente.
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Na minha experiência do dia a dia, fui descobrindo
que o que temos estado a fazer é mascarar o problema, por outro lado
adiamos a doença temporariamente, ou seja até ao momento que se reunirem
de novo as condições próprias.
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Esta é sem sombra de duvida a doença mais vulgar entre os possuidores de
pequenas espécies, onde o campo de temperaturas se situa entre 25ºC/26ºC.
Até aos anos de 1980 pensava-se que a brusca queda de temperatura era
responsável pelo aparecimento da doença que se julgava fazer parte do
sistema onde o animal era criado, hoje é dado aceite que aumentos bruscos
de temperatura levam á mesma situação.
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Na verdade o que parecem pequenos grânulos, são sacos contendo um
protozoário que se não forem tratados no momento próprio acabam por se
romper libertando os pequenos parasitas no areão de fundo onde encontram as
condições ideais para se reproduzirem e em adultos quando as
circunstancias forem as ideais voltam a contaminar os peixes. Com a
infecção vem a destruição da camada protectora, que os peixes possuem
para se defenderem das agressões.
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A destruição deste parasita só é possível depois deste abandonar o
saco. Com um aumento lento da temperatura podemos "programar" ou
mesmo antecipar o rompimento dos sacos, pois com a temperatura a 28ºC/29ºC
o ciclo acelera-se, e podemos assim medicar de forma eficaz o aquário para que ao
soltarem-se morram . De qualquer forma a aspiração do fundo e uma leve
mudança de água 12 h depois de o os peixes começarem a limpar aumenta a
eficácia do tratamento.
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