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As constantes modificações do recife de coral, são a prova mais do que
evidente da sua vitalidade ao longo de milhões e milhões de anos. Ora
açoitado pelas violentas monções, ora pelos ciclones que com os seus ventos
fortes ondulam violentamente o mar, varrendo da noite para o dia zonas
de coral, o recife altera-se e mantém-se.
Porém resistindo durante milhões de anos a tanta modificação, não o pode
agora fazer devido a um predador, a Estrela do mar Acanthaster .
A estrela do mar, com cerca de 40/50 cm destroi por completo uma determinada
zona e muda-se para outra onde continua a sua destruição. Animais
vorazes alimentam-se preferencialmente de coral vivo calculando-se que um
indivíduo adulto possa comer 50 cm2 . Compreende-se facilmente porque é
preocupante o aumento da população deste predador.
Inicialmente pensou-se que o seu aumento de devesse á apanha desenfreada do
seu único predador natural, o caracol-tritão, um dos mais belos do recife.
No entanto estudos recentes revelaram que um caracol só pode comer 2 estrelas
do mar por semana. Logo, como a reprodução das estrelas supera em larga
escala a dos caracóis, algo estava mal.
Enganou-se a natureza?
A resposta evidente é não.
A procura deve fazer-se na própria humanidade. Com o aumento da poluição
marinha, destrói-se o habitat dos caracóis e fomenta-se o ambiente próprio
para as estrelas. A extracção de pedra rica em calcário os esgotos
das grandes cidades e os derrames petrolíferos, tornam o habitat das
estrela um paraíso o dos corais e caracóis num inferno.
Outro perigo menor, de diferente gravidade é o turismo. Mas quem
não gosta de apreciar um coral com a sua rara beleza? Pois é; é algo
complicado mas não impossível de inverter. O ideal seria coleccionar
Estrelas do Mar Acanthaster planci para que o futuro nos mostre sempre a
GRANDE BARREIRA DE CORAL
Luís Gonçalves
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