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A BACIA DO AMAZONAS

1. Rio Amazonas  2. Rio Solimões 3.Rio Negro  4. Rio Xingu 5. Rio Tapajós  6. Rio Jurema 7. Rio Madeira  8. Rio Purus 9. Rio Branco  10. Rio Juruá  11. Rio Trombetas  12. Rio Uatumã 13. Rio Mamoré

A bacia amazónica é a maior bacia hidrográfica do mundo, com uma drenagem de 5,8 milhões de km², sendo 3,9 milhões no Brasil. As nascentes dos rios que a formam encontram-se na Venezuela, Colômbia,Peru e Bolívia. No Brasil, abrange os estados do Amazonas, Pará, Amapá, Acre, Roraima, Rondónia e Mato Grosso.

Como é atravessado  pela linha do Equador, o rio Amazonas apresenta afluentes nos dois

hemisférios do Planeta. Entre os principais afluentes da margem esquerda encontram-se o Japurá, o Negro e o Trombetas; na margem direita, o Juruá, o Purus, o Madeira, o Xingu e o Tapajós.

       A bacia Amazónica é fortemente influenciada pela pronunciada  sazonalidade das precipitações. As chuvas começam entre Novembro-Dezembro  na região ao sul do Equador e uns meses mais tarde ao norte do Equador e estendem-se por 4 a 5 meses.

     Com 6.500km de extensão, o rio Amazonas é responsável por 20% da água doce despejada anualmente nos oceanos por todos os rios do  mundo. Embora seja de longe o maior rio do mundo em volume de água, geralmente não é considerado o mais longo. Um fato frequentemente esquecido, contudo, durante o período de cheia, estende-se  mar adentro, e, considerando esse prolongamento, provavelmente será também o mais longo.

     O rio Amazonas é um rio de planície, possuindo baixo declive. A sua largura média é de 4 a 5km, chegando em alguns trechos a mais de 50km. Navios oceânicos de grande porte

podem navegar até Manaus, capital do Estado do Amazonas, enquanto embarcações menores com até seis metros de calado, podem alcançar a cidade de Iquitos no Peru, distante 3.700km do oceano Atlântico.

     Entre os afluentes do Amazonas podem encontrar-se rios de águas  barrentas (ou brancas, como as populações locais se referem a eles),  de águas claras e de águas pretas. Os rios de águas barrentas, como o Madeira e o próprio Amazonas, têm essa cor por causa dos sedimentos, ricos em nutrientes, carregados rio abaixo desde as montanhas andinas. Por esse motivo são os rios que apresentam maior produtividade. Os rios de águas claras, como os rios Xingu, Tapajós  e o Trombetas , têm as nascentes nos planaltos do Brasil e das

Guianas. Os trechos médio e alto desses rios possuem muitos rápidos e quedas d'água. Como drenam áreas enormes e muito erodidas as suas águas são relativamente transparentes e alcalinas. As pescarias com iscas artificiais nesses rios são bastante

interessantes, porque é possível observar os peixes a atacar as iscas.

      A grande quantidade de areia depositada na planície amazónica levou ao desenvolvimento dos rios de águas pretas, os rios mais característicos da Amazónia. Os solos arenosos da bacia são muito pobres em nutrientes, e os rios que nascem sobre eles estão entre os

mais puros da Terra, quimicamente falando. As suas características químicas são muito semelhantes às da água destilada. O mais famoso deles é o principal tributário do Amazonas, o rio Negro, que é também o segundo maior rio do mundo em volume d'água. Por causa da

cor, a água do rio Negro poderia passar por chá preto, mas é mais ácida que Coca Cola, sendo porém, mas saudável. Uma das características dessa água é a ausência de mosquitos, o que é um alívio para os pescadores..

    O Igapó, como a mata inundada sazonalmente é conhecida, é uma das características mais peculiares dos rios da Amazónia. Vastas extensões de florestas são invadidas anualmente pelas águas dos rios, ocupando uma área de pelo menos 100.000km², e talvez mais

outra metade disso, se sua extensão ao longo de milhares de pequenos rios for considerada. Embora a área de matas inundadas corresponda a apenas cerca de 2% do total da área de florestas da Amazónia, isso representa uma área maior que a da Inglaterra. Apesar de ficar inundada até 10m de profundidade durante 5 a 7 meses por ano, a vegetação do Igapó é sempre exuberante. Os animais, desde os diminutos invertebrados, até os peixes, anfíbios, répteis e mamíferos também desenvolveram incríveis adaptações para viverem nessas áreas inundadas. Como a maioria das árvores da várzea frutifica durante as inundações, para um grande número de espécies, principalmente os peixes, o Igapó é um pomar natural. Diferente de qualquer outra parte do mundo, frutos e sementes são os principais alimentos de cerca de 200 espécies de peixes da Amazónia, que invadem os Igapós todos os anos.

Os rios amazónicos, com suas praias, restingas, igarapés, matas inundadas, lagos de várzea e matupás ( ilhas de vegetação aquática), assim como o estuário, são colonizados por uma enorme diversidade de plantas e animais. A bacia amazónica possui a maior diversidade de peixes do mundo, cerca de 2.500 a 3.000 espécies.

        Fonte: M.A. do Brasil

 

 

O rio Amazonas

                                                            Depois de se reunir o Maranhão e o Ucayali a norte de Iquitos forma-se um rio a que se dá o nome de Amazonas no Peru e Solimões em território do Brasil. 

            É ao chegar a Manaus que o grande rio recebe de novo o nome de  Amazonas. Com isto talvez não seja muito correcto considerar o Amazonas um só  rio. Poderemos antes observar a maior bacia de rios que há no planeta, cobrindo um terço de toda a superfície da América do sul. De tal forma é imensa que metade do Brasil bem como partes do Peru, Venezuela, Bolívia, Colômbia Suriname e as duas Guianas estão nesta imensa bacia.

                Outra das grandes particularidades é o clima . Determinado pela sua localização o clima equatorial e tropical  configura uma alta pluviosidade e temperaturas altas praticamente todo o ano.

                Outra das particularidade é o seu declive, que a 3600 km do Atlântico se situa a cerca de 82m do nível do mar. É como o imenso fundo de uma panela, ladeado pelas serranias da Guiana e pelos Andes bem como pelo Mato Grosso Brasileiro o seu caminho no Brasil é uma calma odisseia a caminho do mar.

 

    

A AMAZÓNIA

A Amazónia tem sido habitada desde tempos imemoriais. Quando da chegada dos colonizadores europeus no séc. XVI, estima-se que alguns milhões de indígenas viviam na região. A moderna ocupação da Amazónia iniciou por volta de 1540, porém, até o fim da II Guerra Mundial, a presença humana no meio ambiente quase não trouxe modificações à cobertura vegetal natural. Um novo período iniciou com as políticas, principalmente no Brasil, visando o desenvolvimento agrícola e o assentamento de imigrantes, oriundos de regiões densamente povoadas e/ou carentes. Todas essas modificações na Amazónia podem ter implicações climáticas, ecológicas e ambientais para a região, o continente e o globo. O Inpa tem dado uma importante contribuição ao conhecimento científico e tecnológico da Amazónia. O conjunto desses conhecimentos constitui o maior e mais importante banco de informações científicas sobre a Amazónia, cuja consulta se tornou indispensável para uma correcta formulação de políticas públicas regionais.

 

A Amazónia, que ocupa áreas de 6 países (Bolívia, Brasil, Colômbia, Equador, Peru, e Venezuela), representa: a vigésima parte da superfície terrestre; quatro décimos da América do Sul; três quintos do Brasil; um quinto da disponibilidade mundial de água doce; um terço das reservas mundiais de florestas latifoliadas e 69% dessa área pertence ao Brasil, abrangendo os Estados do Pará, Amazonas, Maranhão, Goiás, Mato Grosso, Acre, Amapá, Rondónia e Roraima. São 4.871.000 Km2, uma imensidão de terras, águas e florestas, que abrigam 10 milhões de habitantes, apenas dois e meio milésimos da população mundial, com uma densidade de 2 hab./Km2.

 

Informações Científicas sobre a Amazónia

 

 

A Amazónia

 

Área total (Grande Amazónia): 7.584.421 Km2 (inclui os 9 países);

Área brasileira: 5.033.072 Km2;

Bacia Amazónica (exclui parte do Tocantins, Maranhão e Mato Grosso): 4.982.000 Km2;

Esses valores representam 7% da superfície do planeta;

A Amazónia abriga cerca de 50% da biodiversidade mundial.

 

A Floresta

78% dos solos de terra-firme são ácidos e de baixa fertilidade natural;

Estima-se no mundo um total de 19 milhões de Km2 de florestas tropicais;

A Amazónia possui 3.650.000 Km2 de florestas contínuas, a maior do mundo;

Temperatura média: 26ºC;

O período (comprimento do dia) varia de 30 a 50 minutos, entre o dia mais longo e o dia mais curto;

A quantidade anual de chuva na bacia amazónica: 15 trilhões de m3;

Dessa quantidade, em media 48% todo o ecossistema amazónico utiliza e evapotranspira; outros 52% escoa pelos rios, ou seja, aproximadamente a metade;

Um estudo realizado só em ecossistema de floresta tropical mostrou que 25% é evaporada; 50% é transpirada e 25% escoada para os rios;

A produção líquida de oxigénio (saldo positivo) é em média de 96 toneladas por ano, que representa 0,000008% do total da atmosfera da terra. Isso indica ser uma pequena participação global;

No entanto, estudos recentes mostram que a quantidade de carbono fixado pela floresta é significativa, e portanto a Amazónia pode ser interpretada como sendo um filtro ecológico, pois reduz a quantidade de CO2 da atmosfera;

Calcula-se na Amazónia uma área total desmatada de cerca de 500 mil Km2, ou seja, cerca de 12,5% da floresta original. Na década de 80, em Rondónia, a taxa de desmatamento foi da ordem de 35 mil Km2 por ano, equivalente a um campo de futebol (1 ha) a cada 5 segundos;

Existem na Amazónia cerca de 5.000 espécies de árvores (maiores que 15cm de diâmetro). Na xiloteca do Inpa existem 10.200 exsicatas, sendo cerca de 3.500 espécies. Na América do Norte existem cerca de 650 espécies de árvores;

A diversidade de árvores na Amazónia varia entre 40 a 300 espécies diferentes por hectare, sendo que na América do Norte é de 4 a 25;

Das 250.000 espécies de plantas superiores da terra, 170.000 (68%) vivem exclusivamente nos trópicos, sendo 90.000 na América do sul.

 

A População

Cerca de 17 milhões de pessoas vivem na Amazónia, e portanto a densidade demográfica é de cerca de 3,4 habitantes por Km2;

62% da população vive na zona urbana e 38% na zona rural

Em média, durante o ano, o caboclo do interior usa cerca de 3,2 horas/dia para a agricultura e 5,1 horas/dia para o extrativismo (caça, pesca, colecta...);

As cerâmicas mais antigas encontradas na Amazónia datam de cerca de 7.000 a 8.000 anos;

Das doenças parasitárias da população, a malária é a principal endemia. Verificou-se em Porto Velho 90% do total;

Boa Vista 82%; Macapá e Rio Branco 22%, Manaus 14%; Palmas 11%, Cuiabá 6% e Belém 0,2%;

A região (interior) tem um dos maiores consumos de proteína animal (peixe) do mundo: 140 gramas por pessoa/dia;

Na área total foi detectado em crianças 70% de nanismo e 18% de atrofia nutricional; 37,5% de anemia; 56,5% falta de zinco e 50% de falta de caloria, ferro, vitamina A e outras vitaminas;

Na área urbana foi detectado 72,2% de desnutrição.

 

Os Rios

Volume de água na Foz do Rio Amazonas: 100 a 300 m3 por segundo, dependendo da época do ano;

Se considerarmos em média 200 m3 por segundo, isso significa que o consumo diário de uma cidade de 2.000 habitantes seria suprido por um segundo do rio;

A quantidade de água do Rio Amazonas representa cerca de 17% de toda a água líquida do planeta;

A profundidade média é de 40 a 50 metros, podendo atingir até 100 metros, próximo a Óbidos;

O efeito das marés pode ser percebido até mais de 1.000 Km do mar (Óbidos);

Existem basicamente três tipos de rios: água branca (Solimões, Amazonas, Madeira...) visibilidade 0,1 a 0,5 metros; pH 6,5 a 7,0; água preta (Negro, Urubu...) visibilidade de 1,50 a 2,50 metros, pH 3,5 a 4,0; água clara (Tapajós, Trombetas...) visibilidade mais de 4 metros, pH de 4,0 a 7,0.

 

A Fauna

Existem cerca de 3.000 espécies de peixes na Amazónia, que representa 85% da América do Sul e 15% das águas continentais. O INPA tem cadastrado 40% desse total;

Estudos da pesca no Estado do Amazonas mostraram que apenas 36 espécies são exploradas. 90% da pesca é representado por 18 espécies, mas 61% é de 4 espécies: tambaqui (18%), Jaraqui (32%), Curimatã (11%) e pacus (5%);

As últimas estimativas são de que as florestas pluviais do mundo podem ter até 30 milhões de espécies de insectos;

Em uma única planta na Amazónia foram encontradas mais de 80 espécies de formigas, o que representa o dobro das espécies de formigas encontradas nas Ilhas Britânicas;

Fonte:

INPA - Instituto Nacional de Pesquisas da Amazónia

 

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