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    Algas, são organismos aquáticos, com capacidade para realizar a fotosíntese e são responsáveis por 50/60% da mesma na terra. No nosso aquário quando descontroladas, a sua proliferação pode ser um grande problema. Agrupadas segundo a sua coloração, todas as algas possuem clorofila, que é mascarada com as várias pigmentações.

            Em aquariofilia, diversos tipos de algas tornam-se sinónimo de contaminação, como as algas vermelhas no aquário de recife, ou tão somente indicam o mau estado da água, como as algas filamentosas no aquário de água doce.

            As algas verdes, com longos filamentos, conhecidas na gíria aquarófila como "algas cabeludas", não são apenas um problema de estética, mas representam por vezes um perigo para o aquário. Significam muitas vezes a morte anunciada do equilíbrio do nosso pequeno mundo aquático. Desenvolvendo-se nas plantas, nas paredes do tanque ou em rochas, evitam as madeiras e os locais mais arejados do aquário, e mais tarde tornam-se hospedes indesejados das plantas.

            Por vezes proliferam mesmo com uma boa equipa de comedores de algas, ou uma boa filtração. Detectamos facilmente o problema, mas a sua resolução apresenta-se algo difícil. Desesperamos, e começamos a questionar o que correu mal, ou tão simplesmente corremos ao nosso fornecedor a comprar o produto A ou o produto B . Tentemos antes compreender as razões que levam a que isso aconteça:

  • Comida demasiado rica em proteínas.

  • Excesso de luz.(Ver plantas)           

  • Falta de aspiração do fundo.

  • Ausência de peixes de manutenção.

  • Poucas mudanças de água.

            Poucas mudas de água, juntamente com a comida rica em proteínas, e luz em demasia são a receita ideal para a proliferação de algas indesejadas no aquário. De inicio são apenas alguns pontos verde escuro nos vidros, mas rapidamente invadem todo o aquário. De inicio são apenas pontos localizados e mais tarde evoluem para manchas maiores. Na superfície de aquários muito calmos, começa a notar-se uma alga muito fina que facilmente se remove com um pequeno camaroeiro. Mas, e todos os outros pontos?

            O uso de anti-algas, pode tornar-se uma faca de dois gumes. A morte muito rápida das algas, pode aumentar muito rapidamente a produção de amónia com os conhecidos problemas. Com amónia no aquário, teremos na fase final do ciclo biológico um aumento dos Nitratos que vão alimentar plantas e algas. Na realidade estamos a resolver o problema temporariamente.

             Outro dos factores para as algas é um aumento rápido de Fosfatos.  Os químicos para rectificar o Ph  na maior parte, são compostos por produtos onde presença de Fosfatos são uma realidade, seja no Ph- como no Ph+ . Nos tampões tanto para aquários Amazónicos como para aquários Africanos o problema é o mesmo. 

            Sou de opinião que a melhor solução centra-se na prevenção e na manutenção. Um bom anti-fosfatos no filtro vem dar de certeza uma excelente ajuda no inicio do problema. O passo seguinte são umas boas mudanças de água para reduzir os Nitratos que embora não representem um risco imediato trazem problemas a longo prazo. Depois tentemos equilibrar a equipa responsável pela manutenção. Plecostomus, otocinclus,   bem como um outro peixe que á primeira vista nada tem a ver com algas, corydoras. Isso mesmo, corydoras de qualquer espécie de qualquer tamanho de qualquer cor. Como assim? Os hábitos alimentares deste peixe, sempre pronto a comer os restos que se encontram no fundo, bem como o simples remexer do fundo, fazem dele um dos eleitos. Se restos de comida não ficarem a decompor-se sobre o areão de fundo a quantidade de Amónia produzida é menor, logo, menos Nitritos menos Nitratos indirectamente menos algas.

            Outra das coisas que podemos fazer, é simplesmente apagar a luz do aquário durante 3 ou 4 dias. Como sabemos, as algas são muito sensíveis á falta de luz, o facto é aproveitado pelos Plecostomus que parece atacarem especialmente algas no seu inicio ou em fase debilitada. Pude observar este facto, num aquário de grandes dimensões, onde a luz foi quebrada radicalmente e reduzida a quantidade de comida. No inicio deste período fez-se uma mudança de água que parece ter resultado favoravelmente.

            Luís Gonçalves

         


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